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Colesterol afeta a saúde da Mulher

O colesterol na mulher sofre variações de acordo com a sua taxa hormonal e por isso, é mais comum a mulher apresentar a taxa de colesterol mais alta durante a gravidez e menopausa, sendo importante fazer uma alimentação adequada, especialmente nestas fases, a fim de evitar complicações e diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

O colesterol alto geralmente não provoca sintomas e o seu diagnóstico é feito através do exame de sangue que avalia o colesterol total e suas frações (LDL, HDL e VLDL), e também os triglicerídeos. É importante realizar este exame no máximo a cada 5 anos, principalmente depois dos 30 anos de idade, ou anualmente se houver fatores de risco para colesterol alto, como diabetes, pressão alta ou no período da gravidez, por exemplo.

Colesterol na gravidez

O colesterol começa a aumentar naturalmente durante a gravidez a partir da 16 semanas de gestação, podendo chegar ao dobro do valor que a mulher apresentava antes de engravidar. Esta é uma alteração normal e muitos médicos não ficam muito preocupados com este aumento, porque ele tende a voltar ao normal após o nascimento do bebê.

Mas se a mulher já tinha colesterol alto antes de engravidar ou se ela está muito acima do peso ideal e também está com pressão alta, o médico pode desconfiar e indicar que a grávida tome muito cuidado com sua alimentação para evitar complicações durante a gestação e também para evitar que a mulher mantenha o colesterol alto depois do parto.

Veja o que fazer para controlar o colesterol.

Colesterol na menopausa

O colesterol também tende a aumentar na menopausa, sendo esta uma alteração normal e esperada. No entanto, assim como em qualquer fase, taxas muito elevadas de colesterol na menopausa devem ser tratadas, pois aumentam o risco de doenças cardiovasculares como o infarto.

O menor nível de colesterol na mulher se deve a presença de estrogênio na corrente sanguínea, e como o estrogênio diminui drasticamente após os 50 anos, é nesta época que o colesterol tende a aumentar na mulher.

O tratamento neste caso, pode ser feito através da terapia de reposição hormonal por 6 meses. Caso os níveis de colesterol não se normalizem,  a mulher deverá ser encaminhada ao cardiologista ou à endocrinologista para início de terapia específica que pode incluir o uso de medicamentos.

Causas do colesterol alto na mulher

A principal causa do colesterol aumentado na mulher são as alterações hormonais que ocorrem principalmente na gravidez e na menopausa, mas alem disso o uso da pílula anticoncepcional,  corticosteroides e anabolizantes também contibuem para o colesterol alto. Outros fatores que também aumentam o colesterol na mulher são:

  • Fator hereditário;
  • Hipotireoidismo;
  • Diabetes descontrolada;
  • Obesidade;
  • Insuficiência renal;
  • Alcoolismo e
  • Sedentarismo.

Quando a mulher possui alguma destas situações, corre um maior risco de sofrer doenças cardiovasculares, como infarto ou AVC, por isso o tratamento para baixar o colesterol deverá ser iniciado precocemente antes dos 50 anos ou assim que se descubra que o colesterol está alterado.

Inicialmente, o tratamento consiste em mudança de hábito alimentar associada a prática de atividade física. Caso as taxas ainda persistam elevadas após 3 meses de mudança de estilo de vida, recomenda-se o inicio de medicação específica par reduzir o colesterol.

Como tratar

O tratamento para o colesterol na mulher pode ser feito com:

  • Dieta para o colesterol;
  • Prática de atividade física;
  • Uso de medicamentos.

Recomenda-se a tomada de medicamentos, geralmente, quando o colesterol LDL (colesterol ruim) estiver acima de 130 mg/dL, e quando o mesmo não é controlado apenas com mudança alimentar e prática de atividade física. O tratamento para o colesterol alto na gravidez pode ser feito com uma dieta apropriada e o único medicamento que pode ser utilizado nesta fase é a Colestiramina.

Mulheres com colesterol alto devem ter muita cautela ao utilizar a pílula anticoncepcional, especialmente aquelas à base de progesterona, pois ela eleva ainda mais o colesterol, aumentando o risco de doença cardíaca e infarto.

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