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Mude e se adapte: dicas para ter uma alimentação mais saudável

No dia que celebra a importância de comer bem, saiba qual tipo de alimento é melhor para a saúde

 

Manter o resultado positivo obtido com uma cirurgia bariátrica há dois anos levou a administradora Carla Guedes, 30 anos, a uma mudança radical nos hábitos alimentares. Assim como milhares de brasileiros que buscam uma rotina mais saudável, a mineira trocou, após o procedimento médico, os alimentos processados por produtos orgânicos e naturais.
Com a cirurgia, Carla perdeu 34 quilos. Para manter o peso atual, ela precisou reeducar a alimentação e mudar a sua mentalidade. Até se adaptar, a administradora passou por processo doloroso, mas necessário. “Hoje em dia, […] eu quero comer limpo. Então, evito os industrializados, prezo muito por uma comida mais caseira. A minha alimentação mudou demais”, afirmou.

A história protagonizada por Carla é apenas um dos inúmeros exemplos de brasileiros e brasileiras que, por diferentes motivos, têm buscado mudar sua rotina de alimentação, deixando de lado alimentos processados para dar espaço a produtos orgânicos e naturais. O tema ganha ainda mais destaque em todo o planeta nesta terça-feira (16), data em que é comemorado o Dia Mundial da Alimentação.

Quatro tipos

 

De acordo com o estudo “A Mesa dos Brasileiros”, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), oito em cada 10 brasileiros dizem se esforçar para ter uma alimentação saudável. Realizado no ano passado, o levantamento também mostra que somente 28% da população prefere comprar alimentos semiprontos para não perder muito tempo cozinhando – em 2010, o índice era de 42%.

Conhecer as categorias de alimentos é fundamental para ter uma vida mais saudável. São quatro tipos: in natura ou minimamente processados, como carnes, legumes, verduras e ovos; óleos, gorduras, sal e açúcar; processados; e ultraprocessados, como refrigerantes e biscoitos recheados. “Quanto mais próximo [o produto] for da natureza, ele é mais saudável”, explicou a coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

 

Dica da especialista: “Se a pessoa olhou a embalagem e na lista de ingredientes tem um monte de nomes que a gente não conhece, é um alimento ultraprocessado e deve ser evitado, porque tem muito aditivo, conservante, edulcorante, vários produtos que o nosso organismo não está acostumado. Quanto mais empacotado o alimento é, menos ele contribui para a nossa saúde”.

Comércio

Tal conscientização tem trazido impactos positivos não apenas para a saúde dos brasileiros, mas também para a economia do setor de alimentos naturais. Dono de uma rede de lojas de produtos orgânicos que conta com quatro unidades em Brasília, Márcio Mikami recentemente expandiu a área de uma das filiais justamente pelo aumento da demanda por esse tipo de produto.

“Antigamente, eram mais pessoas de terceira idade que se preocupavam mais com alimentação, quem normalmente já tinha algum problema de saúde”, afirmou. Hoje, diz Mikami, o público da loja é bem mais diversificado e inclui muitos jovens, atletas e pais preocupados com a alimentação dos filhos, entre outros perfis de clientes.

 

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